Blog de Adriana Iász


Família (e vida) Muda-se! Ciclo do bem

familiamudase

Na vida temos a tendência de programar as nossas ações: idealizamos uma rotina, criamos estratégias para ir em busca de alguns objetivos, estudamos ou pesquisamos para isso, e assim vai. De repente, uma intempérie traz um elemento novo. Sem muito tempo para pensar você precisa tomar uma decisão: entro ou não neste barco? E, impulsionado pela circunstância da realidade que a vida lhe apresenta, pronto, está dentro e sem saber direito para onde vai!! Assim foi comigo nos últimos anos da minha vida. Quando você se dá conta que tem uma família, filhos e prioridades completamente diferentes de tudo o que vinha vivendo até então; o critério de decisão e o encorajamento para novos desafios são os resultados que podem refletir positivamente na vida daqueles que mais apresso e valor tem na sua vida.


Oportunidade à vista

Há dois anos surgiu a oportunidade de aprender a negociar tudo em uma área rural: trator, peças para preparação de solo, cavalos, eucalipto e até dois sítios. Eu nunca havia trabalhado com vendas, a não ser com a “venda” da ideia de uma boa pauta. Convencer uma turma de jornalistas que o assunto que você pretende desenvolver em uma reportagem é bom e necessário, é tão desafiante quanto mostrar ao investidor uma boa oportunidade para aplicar o dinheiro.

Em ambas situações, a convicção e a franqueza são ferramentas imprescindíveis. Confiança se conquista com a verdade. Isso serve para qualquer negociação, seja de uma ideia, ou de um bem.

Pronto! Concluí as vendas rurais, então voltei para os projetos editorias: revisão e estruturação de um livro. Eu achei que retornaria à zona de conforto.


Novo chamado, novos ares

Eis que surge uma nova oportunidade com vendas. Desta vez seria dentro da área gastronômica. Eu não tinha o menor conhecimento deste segmento, mas parti do princípio que tudo se aprende.  Todos os equipamentos, de louças a balcões de refrigeração chegaram de uma vez. Eram três andares em um enorme espaço para armazenamento. Tudo repleto de excelentes oportunidades.

Eu me perguntava: “como trazer as pessoas até este local para descobrirem as excelentes oportunidades?”

E tudo foi acontecendo naturalmente. Um trazia o outro, e aos poucos fui desenvolvendo a habilidade de divulgação. Fui aprendendo sobre os equipamentos, valores, negociação. Ora aprendia, ora experimentava, ora surgiam dúvidas. E assim seguimos em frente. Lidar com o dinheiro dos outros é outro grande desafio. Mas, definitivamente, alegria compartilhada sempre é o melhor desfecho. No final do dia, a minha maior satisfação era passar os resultados de vendas aos sócios que confiaram em mim. Teve dias que eu passava horas a fio a espera de pessoas que haviam marcado e não apareciam, ou que o resultado de venda era um fiasco. Mas, não desanimava, no dia seguinte nova estratégia de divulgação, mudava tudo do lugar, ligava para um, para outro e seguia em frente. 

Quase no final deste desafio enorme, surge outra nova proposta: organizar o Família Muda-se de três casas que precisavam ser esvaziadas com urgência. Um novo desafio!!!   

 

Sustentabilidade no foco e ciclo do bem

Eu já havia visitado Família Muda-se, inclusive  feito descobertas incríveis em algumas delas e me beneficiado dos grandes negócios que proporcionam. Antes de me casar, morei com o meu marido na Califórnia (USA), e como íamos ficar por tempo limitado, não pensamos duas vezes: montamos o nosso pequeno lar nos States todinho com ótimas oportunidades oferecidas em Famílias Mudam-se.

Lembro que na Inglaterra e na Austrália eu também havia visitado feiras de oportunidades de itens incríveis e curiosíssimos. 

Bom, mas era tudo o que eu sabia. Agora, quem compra? Como divulgar? Como avaliar? E o espaço? E a demanda?

Sempre apostei em um modo sustentável de viver, que implica em consumo consciente, reaproveitamento de bens duráveis, menos pegada verde (redução de lixo, impacto ambiental, processo de produção adequado). A medida que fui formatando as estratégias de vendas, de catalogar os itens, de avaliação dos produtos, cada vez que eu ia em uma das casas que estava sendo esvaziada, eu via no proprietário a esperança da abertura de espaço para o novo, a chance de dar aproveitamento para um item que ainda estava em excelente condição de uso, percebia que se formava um ciclo do bem.

Cada vez que eu avançava neste novo projeto, mais eu acreditava no que vinha fazendo. Era um ciclo do bem mesmo: daquele que vendia, daquele que comprava algo muito bacana por uma preço mais legal ainda, daqueles que depois recebiam suas porcentagens das vendas, daquelas pessoas que se encontravam no local e viam soluções muito bacanas para suas casas. 

E, o mais interessante são as pessoas. Tenho tido a chance de conhecer pessoas incríveis, histórias, personagens que me ensinam muito.  E a equipe, nada na vida se faz só!!! Por sorte, pude contar com o apoio e o trabalho de pessoas fortes, literalmente, íntegras e que fecharam junto comigo no ideal de concluir ótimas negociações, onde o bom negócio é aquele que ambas as partes saem satisfeitos!!!

E assim Muda tudo a cada dia!!! Até quando? Eu não sei, mas...

Os meus projetos editoriais ainda estão lá, no mais intimo dos meus anseios. O blog talvez seja um escape, uma pequena oportunidade para dar vazão a esta eterna paixão que é contar histórias e compartilhar informações. Aqui, não sei se são úteis para quem os lê, mas, quero acreditar que o meu aprendizado de se dar a chance de embarcar em uma maré sem saber direito o que vem pela frente, pode ser sim uma grande e fantástica viagem, cheia de aventuras e descobertas. Onde, a Família Muda-se geral!!!


(Dica: www.vitaplena.com.br)   

 



Escrito por Adriana Iász às 01h32
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Hoje é o que vale a pena

 

praiaUm dia de cada vez, como um presente divino. Do passado, as alegrias. Do futuro, as inspirações. Um dia de cada vez...

Incrível como a vida nos coloca situações diariamente que desafiam a exercitar a decisão de viver bem e feliz. Entenda: feliz e bem, não significa necessariamente ausência de dificuldades. Mas sim, serenidade, equilíbrio, postura positiva e confiança... Ainda que haja a dor.

Um dia desses, algo bem banal me tirou o equilíbrio. Enviei uma mensagem pela rede social a um colega em agradecimento a uma conversa e não obtive resposta. Aquilo me deixou intrigada. Será que não recebeu? Enviei novamente, poderia ter falhado. Mas, continuei sem resposta. Pronto: margem para pensamentos fantasiosos!

Em conversa com o meu marido, disse como me sentia e de forma muito simples falou: “Olha, se não respondeu, não deve ter visto! É melhor pensar assim e pronto!”. E ele está coberto de razão. É impossível adivinhar ou supor o que de fato ocorreu do outro lado, e isso só leva a complicar ainda mais a vida.

O que ele acabava de me dizer, é que partir do princípio que a conduta do outro, sempre será equivalente a aquela que você teria, e pronto. Se não foi? Decepciona, mas bola pra frente! Assim é a vida. É um exercício diário para se manter em equilíbrio.

Desafios: vitimizar-se, lamuriar ou aprender?

Há quatro meses o meu pai vem em processo de recuperação intenso após um procedimento cirúrgico que não saiu conforme o esperado. Eu, na fé que professo, não tenho a menor dúvida que a vida dele é um milagre. Junto com todo este turbilhão de emoção que é ver alguém em uma situação vital tão vulnerável, vem tem tantas outras coisas tão significativas e transformadoras.

Tenho visto uma família inteira disposta a tornar a vida melhor e feliz, para que a chance de mais dias saudáveis aumente entre um grupo. Ainda que para isso seja necessário mudança de rotina, dedicação, atenção, tolerância, cuidado e aprender a “desacelerar”, abrir mão de causas pessoais pelos outros. 

Acho que é por isso que aquelas pessoas que passam por situações tão traumáticas, que aos nossos olhos parecem ser impossíveis de serem suportadas, tornam-se exemplos de força e valores. Tenho uma prima que por erro médico o seu filho nasceu com algumas sequelas. Hoje, nove anos depois, ela e o marido são exemplos para pais que possuem crianças com necessidades especiais na Alemanha. São líderes movidos pela fé e força imbatíveis.

Conheço outra mãe de uma garotinha especial. Esta família viu três escolas tradicionais de São Paulo se recusarem a matricular a sua filha, mesmo tendo passado por todas as entrevistas, com vagas e os pais dispostos a dar todo o suporte necessário, já que ela teria condição de aprendizado.

Hoje, aos sete anos, esta pequena fala três idiomas, quase sem sotaque, toca piano e frequenta a uma escola onde é capaz de participar, com a ajuda de um monitor, de todas as atividades. E seus amigos interagem e a tem como alguém muito querida. Todos aprenderam com ela. Os pais dela? Exemplo de bom humor, envolvimento social e engajamento em causas voltadas as necessidades especiais.

Dois exemplos de pessoas que superam a dor de um luto, agarram uma bandeira e seguem firme a favor de melhores condições de vida, a princípio, para um dos teus, mas que depois vão além, e atingem o coletivo. Fantástico!!!

Um exercício diário pelo hoje

Mas, voltando ao meu pai. Somado a sorte do milagre de sua vida, em razão de algumas medidas necessárias para mudar o estilo de vida, uma delas é a venda do imóvel no bairro onde viviam, por ser distante do núcleo de todas as tuas atividades. Enquanto isso não acontece, tenho a sorte de ter a companhia dele e da minha mãe morando na minha casa até que as etapas sejam superadas. 

Com esta experiência, posso ver de perto e aprender genuinamente a dar valor para o hoje. No passado, houveram sim os erros, as decisões equivocadas, atitudes de falta de amor próprio, confianças em pessoas erradas e falta de maturidade... Muita falta de maturidade... Mas, é preferível nutrir as lembranças das gargalhadas ao lado das amigas ou amigos queridos, cenários e emoções de lugares incríveis por onde esteve, sabores e aromas deliciosos que remetem a experiências inesquecíveis... Ai o bolinho do chuva com banana da vovó ou o talco com o pompom macio e perfumado da outra avó... Brincadeiras gostosas de criança, colher frutas no pé, argila nas mãos e pés na água do rio, amarelinha, patins, “bebezinho” e taco... Assim o passado vale a pena e alimenta a alma.

O futuro? Sonhar é bom demais e inspira. Aquela viagem, ou aqueles inúmeros destinos, a casinha na praia, o projeto engavetado, a formação do filho... Sim, motivam, mas não são condição do viver.

O que vale mesmo é o hoje.

Quando atendo ao celular e ouço a voz do meu pai, lembro que cada dia é um presente de Deus, e que cada dia é único e motivo para se alegrar. É uma decisão que precisa ser exercitada, não é fácil manter esta conduta diante da vida, mas vale a pena o empenho...

Eu estou me esforçando...   

 



Escrito por Adriana Iász às 02h26
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O Sentido da Vida

avoÀs vezes uma parada obrigatória nos leva a pensar

Não tem como fugir, um dia vamos todos nos deparar com a pergunta: o que de fato importa? Pois, bem! Neste mês, me vi diante deste questionamento, quando o meu pai, fora hospitalizado para uma importante interferência cirúrgica na aorta – segundo Wikipédia, maior e mais importante artéria do sistema circulatório do corpo humano

Dores nos pés e joelhos, o impossibilitavam a andar, o levaram ao pronto socorro. Foi diagnosticado Artrite. Porém, como o meu pai tem um histórico cardíaco, por prudência, resolveram fazer exames para ver o estado geral.

Então, descobriram um aneurisma, ou seja, uma dilatação importante na aorta, que teria que ser amenizada com urgência a partir de implantes de dois stents endovasculares, via cateterismo. Um susto, considerando que com aqueles, agora completariam sete stents em suas veias coronárias.

Fé mesmo na dor

Sou de uma família que acredita em Deus, com isso, temos a certeza que ali havia mais uma vez proteção e interferência de quem não vemos, mas sabemos que nos assiste, e que faz dos bons médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e profissionais de saúde anjos missionários – que muitas vezes trabalham como verdadeiros heróis, sem recursos ou condições adequadas para atendimento.

Bom, diante daquela situação, procedimento delicado e incerto, vem a angústia e a fé. Tive a sorte de poder acompanhar de perto cada espera, decisão, resultado de exames e procedimentos. Enquanto tudo isso acontecia, ouvi e assisti aos meus pais lidando com a situação com tanta cumplicidade e confiança. E, os filhos juntos na apreensão.

Nesta hora, com certeza nos damos conta da vulnerabilidade da vida. E que quem nos segura as mãos, são os nossos. A família, os amigos, relacionamentos cultivados no dia a dia da vida, que muitas vezes enfrentam dissabores, lidam com as diferenças, com as tempestuosidades de um ou de outro, vínculos fortes de momentos significativos vividos juntos.


Melhor remédio

Foram mais de 15 dias nesta expectativa se daria certo ou não as decisões tomadas. Passando o mais difícil, e já em fase de recuperação, vieram coisas que enchem de vida e fortalecem: encontro com o primos de infância que compartilham doces risadas e lembranças da fase de molecagens; recepção e confiança dos clientes e parceiros estabelecidos ao longo de mais de 40 anos de jornada profissional; funcionários que se desdobram para não deixar a peteca cair enquanto a chefia esteve fora; muitas orações, no mundo todo, daqueles que fazem parte do movimento católico que ele dirige. Ou seja, uma caminhada do bem, íntegra, verdadeira, que recebe espontaneamente todo o apoio e carinho em um momento de fragilidade e incertezas.

Claro, na rotina de uma vida é difícil pensar nestes valores e nos momentos de vulnerabilidade. Mas, quando a conduta é íntegra, a postura diante de todas as funções assumidas passa a ser algo natural e espontânea.


Capitão Mágico

Meu pai é um homem reservado, discreto, muito alegre, divertido, que dá gargalhadas com piadas de moleques, aquelas bem ingênuas e imaginárias. Ele tem o dom de buscar soluções: se tem algo quebrado, para ele é um grande desafio sentar em seu quartinho em meio as inúmeras ferramentas, abrir, fuçar, tentar, até conseguir arrumar... Encontrar uma solução!!!... Este dom ele estendeu para a vida profissional dele: um fera em encontrar soluções empresariais!!!

O mar é a grande paixão da sua vida. Desde menina, cresci indo navegar com os meus irmãos e a grande parceira da vida dele, minha mãe, em águas límpidas e cheias de aventuras. Foi com ele que aprendi a respeitar e preservar o meio em que vivemos. Ele é encantado pelos animais, é capaz de passar horas assistindo ao Planeta Animal na televisão e se divertir com as macaquices, com as feras e se encantar com as cores deslumbrantes das aves. Seus grandes amigos tem sido dois cães Pugs de carinhas amassadas que o seguem aonde vão – o que deixa a minha mãe louca, já que os danadinhos não pensam duas vezes na hora de demarcar seus territórios.

Os netos são deslumbrados por este avô “capitão” e dono de um quartinho “mágico”, onde tem de tudo: caixinhas com coisas antigas, selos, chaveiros, moedas, documentos, “tesouros”... Tudo tem uma história... Da época de caças e pescas com o avô dele, um delegado... Peças da época dos carrões antigos que restaurava, deitava no chão e colocava a mão na massa pra valer... Garruchas de piratas, chumbinho, chicotes e espadas... Este avô é mesmo encantado!!!


Filho de um avô

Um avô que teve uma infância paulistana com os avós. Que corria atrás de balões, andava de bicicleta, brincava de rodar peão, empinar pipa, remava no rio Tietê (foi campeão na modalidade  remo), teve gansos como animais de estimação e aprendeu a ser pai com o exemplo do avô, forte e determinado que o levava para pescar e caçar em todos os seus aniversários. Um menino que sofreu muitas vezes a angústia de ter uma mãe irreverente e livre demais para aqueles anos. Angústia, que certamente lhe trouxe como consequência a pressão alta desde muito jovem, e que hoje lhe castiga as veias coronárias.

Mas, como é um filho precioso demais para Deus Pai, os avanços da medicina ainda lhe dão anos para mais... Ou melhor, hoje eu diria, que NOS dá a sorte de anos a mais ao lado deste homem brilhante.


Sentido na vida

A resposta hoje para a minha pergunta inicial só pode ser uma: viver com verdade, entrega e respeito. As conquistas materiais em benefício ao próximo sempre são mais significativas. Profissão que vislumbra sucesso a partir também da satisfação dos clientes ou consumidores. Família com oportunidades dignas de florescer seus talentos. Dia a dia nutrido por paixões: pela natureza, animais, pela família, um hobby, uma atividade voluntária, convicções, ideais e FÉ!!!    

Ou seja, o sentido vem do conjunto da obra e da postura que se vive cada dia.  

 

(Te amo meu pai!!!)

 

 

 



Escrito por Adriana Iász às 11h00
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A vida é feita de personagens

jacareiHistórias de personagens que nos mostram as inúmeras possibilidades da vida

As histórias das pessoas me encantam. Vejo nas experiências de vida alheia a chance de entender e, muitas vezes, ilustrar fatos ou a cultura de uma região. No último ano experimentei algumas atividades na área rural, que me deram a chance de conhecer personagens admiráveis. A sabedoria da vida muitas vezes vai além daqueles adquiridos em salas acadêmicas (embora eu seja absolutamente a favor de oportunidade de estudo de qualidade a todos).

Participei da negociação de algumas áreas em uma pequena cidade próxima a São Paulo. A princípio fui por vias convencionais, procurei imobiliárias que pudessem estabelecer parcerias para alcançar a meta que eu tinha pela frente. Para a minha surpresa, foi através do caseiro de um sítio da região, com quem pude realizar todas as expectativas de negócios previstas.

Caseiro, vaqueiro e consultor
Este homem de aparência rústica e passo firme, foi quem estabeleceu parceria firme e séria comigo. Totalmente despretensioso e espontaneamente, a cada vez que eu ia ao local, sempre acompanhada do meu marido, ele me orientava do valor de cada coisa da área. Na simplicidade, ao longo dos anos, ele foi construindo a sua história na região e aprendendo tudo sobre o que fazia: cuidados agrícolas e pecuários.

Ora a bordo da sua moto, ora na sela do seu alazão, vinha nos encontrar e falava de peças de trator, pasto, cavalos, gados, eucalipto, água, solo, metragem, vizinhança, e por aí vai. Todos os negócios que eu precisava realizar ele teve participação, e tudo na base da conversa, acordos verbais honrados na confiança. Ele deixava as tuas vacas pastando nas áreas em questão, com isso o gado engordava e “limpava tudo”, sem mato alto, evitado ar de abandono.

Prospero guarda noturno
Uma das áreas foi negociada por mais um personagem encantador: um vigia noturno da Prefeitura Municipal desta pequena cidade. Foi surpreendente conhece-lo pessoalmente. Por 26 anos de trabalho juntou dinheiro na sua poupança e agora chegava próximo a aposentadoria. Ele, já no início da sua caminhada profissional, havia conseguido comprar um pequeno sítio em Minas Gerais, há três horas dali, onde cultiva café e banana, e engrossa o seu rendimento mensal, ao lado da esposa e filhos. Os planos são a partir de agora dedicar-se a vida rural, dia sim, dia não, preparando-se para quando chegar a aposentadoria. A luta de um homem que prospera. “Tenho muita experiência em sítio; pego um punhado de terra e consigo avaliar se o solo é bom ou não”. Mais uma vez a segurança adquirida pela experiência de vida.

Bancário no trator
Também foi assim com o bancário, de meia idade, que veio em busca de um trator e seus acessórios. Pronto para viver novos desafios e próximo da aposentadoria, estava decidido a viver mais intensamente da área rural que tinha adquirido há alguns anos, que por falta de tempo, não conseguia realizar tudo o que planejava por lá. E agora estava chegando a hora. Foi emocionante vê-lo chegar acompanhado da esposa e dos dois filhos, já homens formados, que haviam acabado de voltar de uma experiência internacional no Canadá.  A família toda animada para dar início a uma nova fase. Ela com compotas de doces no forno a lenha e ele arando a terra para produzir.

O trator estava parado há muito tempo. Embora tivesse passado por uma revisão, não foi simples fazê-lo funcionar. A cena de ver os homens, dois filhos e o meu marido empurrando aquela máquina robusta, e o senhor à direção, foi emocionante. Na hora que o ronco do motor pegou firme e a fumaça pelo escapamento veio forte, pude reparar o rejuvenescimento naquela homem, feliz ao lado da família, avançando em seus novos planos.

E assim foi ao longo de um ano. Foram oportunidades memoráveis a partir desta vivência, que também fora um grande desafio para mim. Encontrei personagens fantásticos: houveram aqueles que entendiam como ninguém de eucaliptos.

O Rei do Gado e sua origens
Outro personagem lindo pude conhecer no dia de transportar os cavalos para um novo sítio. Era Carnaval, com isso decidi levar também os meus filhos para aprenderem e a pegar gosto por este modo de viver tão bonito. Logo cedo estávamos lá. Claro que o caseiro parceiro também nos acompanharia, ele conhecia de cavalos como ninguém. Desta vez ele veio com uma amigo, o proprietário do sítio vizinho. Um senhor bonito, cabelo branco, chapelão de cowboy, fivela de prata, bota, parecia o António Fagundes, na novela O Rei do Gado.

Aquele senhor estava revivendo emoções ao nos visitar. Aquela área havia sido de sua família. Lugar, que quando menino, correu pelos pastos ao lado dos irmãos e primos. Uma alegria para mim também poder conhecer um pouco da história daquele local. 

Jovem transportador, encantador de cavalos
Daqui a pouco vemos de longe o caminhão baú, com cavalos de clinas esvoaçantes estampados em sua carroceria. Sai de dentro um jovem esguio, por volta dos 20 anos, cabelo e olhos claros, entusiasmado com o novo transporte que viria a fazer. Eu até duvidei que aquele rapaz conseguiria dominar os cavalos.

Fomos todos caminhando pelo pasto, meus filhos eufóricos e atentos, acompanhavam  todos os detalhes. Eram duas éguas, sendo uma prenha, um garanhão e um potrinho. Os cavalos já com os cabrestos, um a um foi subindo, sobre a plataforma, com evidente apreensão. O garoto não se intimidou frente ao desafio.  E claro que o nosso leal “consultor” participou e ajudou em tudo. Foram necessárias duas viagens para o transporte de todos os equinos.

Conclusão
A cada novo desafio, uma série de oportunidades para descobertas, incluindo pessoas que nos trazem possibilidades e conteúdo, a partir da sua vivência. Jamais subestima-se a ninguém. Cada vez tenho mais certeza disso. Não há apenas um modo de viver. Acreditar que a sua maneira de vida é única e ideal é fechar a possibilidade de crescer e se dar a chance de aprender.  

 



Escrito por Adriana Iász às 17h09
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Processo tão valioso quanto o resultado

 

documentosO desenvolver de um projeto editorial tem tanto significado quanto o resultado do produto

Tem trabalhos que representam mais que o resultado por si só. São desafios que motivam, inspiram e levam a crer que tudo é possível, quando cercado de pessoas que tem o compromisso, a qualidade e a competência para concretizar um projeto da melhor forma possível. Desta forma foi a realização da revista MDTG, em comemoração aos 20 anos do escritório Morais Donnangelo Toshiyuki Gonçalves Advogados Associados. 

Os profissionais do MDTG tem como forte propósito realizar o atendimento aos clientes, “de maneira artesanal e personalizada.” Assim aconteceu com a produção editorial da revista. O início partiu de um convite feito pelo meu irmão Paulo Morais, sócio-fundador do escritório. E então, em uma reunião com os sócios Alex Gonçalves, Celina Toshiyuki e Domenico Donnangelo as ideias foram apresentadas, onde nasceram as primeiras linhas deste editorial, com cara de livro documental.

Não posso negar a minha apreensão, já que, embora fossem sócios do meu irmão há tantos anos e eu os conhecia de encontros casuais que a vida social proporciona, eu não sabia muito deles. O fato da indicação ter partido do meu irmão, aumentou a minha responsabilidade, porque eu não poderia decepcioná-lo ou apresentar um resultado editorial que não atendesse o padrão de qualidade MDTG.

Embora eu tenha experiência em desenvolvimentos editoriais – participei da criação e desenvolvimento de revistas e sites -- , fazia dois anos que não realizava produtos nesta linha, já que com o nascimento do meu segundo filho, diminuí o ritmo das atividades no jornalismo. Com isso, Fábio Morais, também sócio e meu irmão, foi um grande encorajador e amigo na hora de esboçar as ideias deste projeto.

Passo a passo
Quando começamos os sócios estavam a todo vapor organizando a mudança para o novo escritório. Lembro-me do dia em que vi na rede social um post onde avisava que um dos sócios, Alex Gonçalves, estava no hospital recebendo cuidados por conta de um pico de estresse. Simultaneamente, eu havia enviado a primeira das três pautas com as perguntas que precisavam me responder para os textos. Imagino o desespero deles ao ver os meus e-mails chegando, em meio a tantas coisas para serem resolvidas, entre caixas e processos. 

Como, normalmente, advogados escrevem muito bem e com facilidade, eles optaram por responder as minhas entrevistas via e-mails. O que não perdeu a genuinidade e emoção do perfil de cada um. Todos receberam as mesmas pautas, com as mesmas perguntas. Mas cada um as respondeu de forma autêntica, cuidadosamente e forte identidade pessoal.

Equipe
Não foi difícil “costurar” os textos para narrar as histórias deste escritório composto por profissionais idealistas, perseverantes, comprometidos, tolerantes e estudiosos. Paralelo ao conteúdo editorial, comecei a procurar quem seriam os parceiros ideias para realizar as outras etapas da revista. Foram muitas reuniões, orçamentos, pesquisas e indicações para chegar na equipe que concluímos: Claudio Franchini na criação de todo o design do projeto editorial, Willian Masson, da experiente e respeitada gráfica Vox e o fotógrafo, João Passos, que foi decisão do Paulo Morais, que em dois dias realizou fotos lindíssimas e ainda participou com ideias muito bacanas e conceituais. Foi dele a iniciativa de levar todos os sócios no ponto mais alto possível do novo escritório, e fotografa-los de maneira que remetessem ao topo do momento profissional e qualidade.

Foi cercada de profissionais competentes, comprometidos, disponíveis e altamente qualificados que o projeto foi possível. Os sócios participaram de todas as etapas, dando a sincera opinião e esclarecendo suas ideias. Foi, sem sombra de dúvida, um projeto possível a partir de uma equipe atenta e entrosada.  E muitos, mas muito mesmo, e-mails e telefonemas.

Depoimentos
Comunicar-me com os parceiros, clientes, amigos e equipe destes advogados foi outro desafio. Inúmeros e-mails e telefonemas foram disparados. Poderia ser um horror: e se as pessoas não quisessem falar nada deles? E se os depoimentos viessem carregados de críticas e descontentamentos? E se todos começassem a “fugir” de mim? Mas, foi uma grande satisfação e muito tranquilo. Resultado de quem realiza caminhada comprometida, deixando bom rastro por onde passa. No fim, foi fácil conseguir o sincero e autentico depoimento de cada um.

Homenagem surpresa
E no final, para surpresa do Paulo, os sócios queriam homenagea-lo reunindo depoimentos da sua família. Ali pude escrever o que vai ao coração diante de um irmão tão admirado. Sua esposa, filhos, irmãos, pais. Interessantes, que os depoimentos chegavam com opiniões alinhadas, semelhantes sobre o perfil dele. Sem, claro, nenhuma prévia comunicação. Ou seja, real impressão das pessoas.

Resultado
Aos meus olhos, a revista ficou LINDA, genuína, autentica, e absolutamente do bem. Todo o conteúdo, as imagens, a arte, a impressão só fizeram reunir em um projeto editorial a força de uma caminhada de sucesso por 20 anos de história.

Brindar
Os sócios decidiram fazer um coquetel para comemorar o aniversário de 20 anos e lançar a revista MDTG. O evento reuniu amigos, parceiros, sócios, imprensa e familiares. Pessoas expressivas, como forte apelo empresaria, jurídico e midiático estavam lá, ao lado de todos aqueles que fizeram parte desta caminhada.

Minha opinião
E eu, finalizo, com a minha sincera alegria e orgulho por ter feito parte deste projeto. Grata por terem confiado em mim e dado autonomia e respaldo para desenvolver um produto que representasse o MDTG. Como disse no início, este projeto representou muito mais que um trabalho, foi a devolução da confiança do que é possível quando cercado por profissionais competentes. Paulo, meu irmão, muito obrigada por acreditar em mim, quando eu mesma não acredita. Eu te amo.

 



Escrito por Adriana Iász às 14h39
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Belém recebe o 1º festival de videomapping do Norte do Brasil

faixadaFestival Amazônia Mapping traz oficinas gratuitas dos maiores artistas em mapping do país e shows de músicos e produtores multimídias 

O inédito Festival Amazônia Mapping (FAM) traz a alta tecnologia em projeções, que ocupam a arquitetura do centro histórico de Belém, até outubro. A programação do festival, que começou esta semana, promove três oficinas com os maiores nomes do videomapping do país, traz espetáculos de projeção e performances musicais ao Complexo Feliz Lusitânia, na Cidade Velha.

 

Técnologia inovadora

videomapping é a projeção audiovisual que, quando aplicada a grandes estruturas, como edifícios e monumentos, permite que as imagens “se dobrem” com a arquitetura onde são exibidas. “A ideia é que esse centro histórico receba a intervenção de tecnologias avançadas de vídeo projeção, na busca de integrar a arte à arquitetura e ao espaço público. É um convite ao despertar de um lugar que diz respeito a nossa própria identidade cultural, como paraenses e amazônicas, e revisitá-lo de uma maneira surpreendente, que rompa com o modo trivial de lidarmos com a cidade”, diz a artista visual Roberta Carvalho, idealizadora e curadora do festival, realizado pela 11:11 Arte, Cultura e Projetos.

 

Festivais de mapping têm sido realizados nos mais variados locais do mundo, como Londres, Genebra e Budapeste. No Brasil, os eventos ocorrem no sudeste do país e, pela primeira vez, chega à região Norte. “O mapping é considerado o futuro das projeções. E mesmo com a dificuldade de conseguir a tecnologia necessária, a realidade é que essa técnica abre inúmeras possibilidades de criação e ocupação. Não há limites”, afirma Roberta.


Apresentação inédita

Um dos destaques é a exibição de um trabalho inédito de Leandro Mendes, o VJ Vigas, no sábado, dia 28. Para Belém, o artista traz um de seus mais significativos projetos. Batizado de “Organismos Públicos”, o trabalho mapeia prédios seculares de cidades do país, que têm a fachada “ocupada” por projeções criadas a partir da história de cada local e de elementos simbólicos que dizem respeito à identidade cultural daquele espaço. Na capital paraense, a Igreja de Santo Alexandre será a tela que receberá os desenhos de luz criados por Vigas.“A igreja tem um grande valor histórico para cidade, e o projeto tem o conceito de usar prédios públicos históricos para resgatar seu valor com a cidade, além de trabalhar elementos referentes ao histórico do seu entorno”, diz o artista.


Oficinas com feras
O Festival Amazônia Mapping se propõe a promover o intercâmbio com profissionais de outros estados brasileiros. Três artistas de destaque na cena nacional e mundial irão ministrar oficinas gratuitas no Instituto de Artes do Pará (IAP).

 

Speleto- VJ Spetto, pioneiro no país e com trajetória de quase 20 anos, ministra a oficina “Vídeo Mapping", de 24 a 26 de setembro Para ele, o videomapping proporciona a reinvenção da relação com o meio urbano. “As pessoas não olham mais a paisagem urbana, estão cegas e presas a essa rotina, em que olhar para cima ou para o lado significa perder tempo. A arquitetura é algo que se vivencia. O videomapping vem na esteira de todas as manifestações urbanas de arte. É uma ânsia da cultura e da arte atual de transformar a cidade em que se vive numa coisa mais humana, acessível e lúdica”, diz Spetto.


- VJ Robson Victor, detentor do título de Campeão Mundial de VJs no 4º World Championship, ministrará o workshop “Produção de conteúdo para Vjing em After effects", de 24 a 26 de setembro. Vencedor da 1º edição brasileira do Campeonato Brasileiro de VJs, ele trabalha a imagem em sincronia com o som, criando um ambiente totalmente imersivo com suas animações. Já participou de festivais de audiovisual em diversas cidades do mundo, trabalha com projetos de videomappings para o mercado corporativo e circuitos culturais que correm o mundo, ministra palestras e workshops de produção e mapping em São Paulo, na USP e na Trackers Centro Multidiciplinar.

 

varzea- Várzea Ilustrada, o coletivo de experimentação gráfica, promove a oficina “Intervenção Criativa” nos dias 26 e 27, indicada para iniciantes. Formado por André Catoto, Gabriel Bitar, e Nana Lahóz, o grupo trabalha com produção e manipulação de imagens em tempo real, fazendo uso principalmente da projeção e da animação quadro-a-quadro ao vivo como ferramentas em seus trabalhos. 


Shows

A programação do FAM culmina em uma grande noite de celebração no dia 28, a partir de 20h. Diversos artistas convidados irão expor projetos inéditos, criados especialmente para o festival, que serão apresentados em diversos espaços do centro histórico.

O DJ e produtor Jaloo, que desponta no cenário nacional, se apresenta ao lado do artista visual Kauê Lima. Lucas Gouvea e Maécio Monteiro, da Improvideo, mostram suas projeções em parceria com o saxofonista Stefano, do Zebrabeat, banda paraense que aposta na black music e em batuques suingados.

cantoraDaniel Ziul, do estúdio Gotazkaen, cria grafites enquanto os Cronistas da Rua tocam o seu hip hop. O artista multimídia Luan Rodrigues compôs imagens que irão ser exibidas com um set musical criado pelo O DJ Waldo Squash, do Gang do Eletro. Aíla e Roberta Carvalho, que há anos trabalham juntas aliando música e imagem, também se apresentam no projeto.

Até o dia 15 de outubro, o FAM realiza ainda projeções dentro da mostra “Visualidades Sobre Superfícies da Cidade”, em vários locais da cidade, cuja proposta é deslocar o trabalho de artistas visuais para o meio urbano sob a forma de projeções mapeadas. As projeções serão divulgadas no site do festival.

Serviço
Festival Amazônia Mapping realiza oficinas de vídeomapping de 24 a 27 de setembro, no Instituto de Artes do Pará. A programação promove no dia 28 a Ocupação do Centro Histórico, no Complexo Feliz Lusitânia, com artistas convidados que apresentam parcerias inéditas entre música e vídeo. Os shows começam a partir de 20h. Toda a programação é gratuita. A realização do FAM é da 11:11 Arte, Cultura e Projetos, com patrocínio VIVO, através da lei Semear. Confira o site do FAM: http://amazoniamapping.com/.

 

castelocasteloorganismos




Legendas: Em cima, técnologia videomapping; abaixo VJ Spetto; Coletivo Várzea Ilustrada; cantora Aíla e foto de Roberta Carvalho. Abaixo, projeções do VJ Spetto no York Castle Museum; e inédito frame do projeto 'Organismos Públicos, do VJ Vigas, para Belém 



Fonte: Gil Sóter - Assessoria de Comunicação / Fotos: Divulgação

 



Escrito por Adriana Iász às 00h01
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Que nunca falte a fé

areiaTantos amores e dissabores que levam à pérolas

Como olhar para trás e não gostar de rever tudo o que viveu até aqui? Gratidão por cada instante, até mesmo aos de mais profunda dor,  pois são esses que dão a chance de criar consciência, crescer e amadurecer. E, especialmente àqueles de alegria imensurável, acompanhados de pessoas que tornam a vida tão mais significativa e serena.

Algumas coisas, com a vivência e a visão do mundo que vem com a maturidade, talvez teriam sido feitas de forma completamente diferentes. A ignorância, a baixa autoestima e a insegurança pregam armadilhas. Não dá para acertar sempre, mas os erros podem vir a ser pérolas, algumas lindas, outras escuras, são irregulares, verdadeiras e raras.

Bom mesmo é a confiança, que garante de presente experiências inesquecíveis. É dela que vem a coragem para realizar projetos arrojados, a curiosidade para visitar lugares exóticos, a aceitação do diferente, a fé pelo bem e ainda tráz pessoas incríveis para o caminho (algumas nem tanto, mas é a minoria). Ela é fonte para a liberdade de dar boas risadas da vida, ainda que em alguns momentos a vontade fosse de chorar e de assumir riscos maravilhosos! Bendita é a confiança!

Quantos amores, lugares, descobertas e emoções conduzem a uma caminhada. Alguns erros deliciosos, que jamais serão arrependidos por tê-los vividos. Assim como, alguns acertos que trouxeram tantas angústias e dissabores. À medida que o tempo passa a percepção do que de fato importa se aprimora, ensina a escolher e a decidir: certo ou não. Desperta o senso do que de fato merece importância.

Em compensação, as escolhas que deram certo são incríveis. Essas ficam para sempre.  

Fé e amor

Claro, as escolhas erradas sempre serão ameaças, assim como as decepções, os arrependimentos, a dor, a tristeza, a saudade e o temor. Mas, junto vem prudência e cautela. E, ainda assim, que nunca falte a fé! Que nunca desista ou deixe de sonhar. Pois, "o
 futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos", como dizia Elleonor Roosevelt. 

Ainda que os passos sejam menos eufóricos e audaciosos, mas que a caminhada permaneça firme e repleta de realizações. Mesmo que no meio da jornada a direção precise mudar, e quantas vezes forem necessárias. 

Vida e planos
Uma viagem exuberante, um beijo de tirar o fôlego, uma gargalhada que leva às lágrimas, uma emoção sem fim ao ver o filho crescer e aprender a viver, um abraço apertado, um velho amigo, uma única pessoa sequer no mundo que ama verdadeiramente. Uma música deliciosa que faz cantarolar sem parar, uma dança gostosa, um vinho para brindar, uma história para contar...

Mãozinhas firmes e confiantes com o poder de te fazer acreditar que representa segurança, um sorrisinho doce, olhar profundo e puro, que tocam a alma e mostram que a vida é mais. Um amor maduro, que acompanha o evoluir das expressões, o perder da cor dos fios, divertidamente e cumplice.

E que venha muito mais. Que os pensamentos, o medo e a falta de fé nunca tirem o chão ou boicotem uma caminhada plena e perseverante. Que sejam os sonhos, os projetos, a paixão,a fé e o amor combustíveis para uma vida inteira.  

(Foto: Adriana Iász - Arquivo de famíia - As Ilhas)



Escrito por Adriana Iász às 11h31
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Dicas de cuidados na cozinha

Alguns lembretes e sugestões que podem tornar a cozinha mais segura, no que se refere a higiene e saúde. Vale a pena ficar de olho e orientar as pessoas que estão à frente de uma

Vivemos uma dinâmica, que algumas questões domésticas ficam ligadas no “automático”, ou seja, atitudes mecânicas são tomadas diariamente, de forma prática e funcional. Pouco pensamos se há meio melhor para serem realizadas. Os pais da escola do meu caçula foram convidados para uma explicação sobre medidas de segurança e higiene, praticadas por eles e que são possíveis dentro da realidade doméstica. 

Devido o rigor da Vigilância Sanitária (Federal, Estadual e Municipal), a instituição conta com uma nutricionista, que orienta a equipe em relação a questões de higiene e preparo alimentar. “O trabalho deste profissional vai muito além de elaborar um cardápio equilibrado”, explica a Diretora. “É ela quem cuida para que toda a cadeia de circulação alimentar aconteça de forma adequada e segura, desde o fornecedor do alimento ao descarte do lixo.”

Aqui vai uma compilação de informações que podem ser úteis para a higienização e preparo dos alimentos na sua casa. O princípio está no alimento seguro (sem que traga problemas de saúde) e cuidados no manipulador do alimento, que são todos aqueles que preparam ou o servem.

Boas práticas de organização e higiene com o alimento
Seleção dos fornecedores idônios e confiabilidade maior; escolha do alimento; recebimento, transporte e controle de temperatura; armazenamento, pré-preparo (desde a lavagem, corte e elaboração) e distribuição (servir)

Contaminação
É qualquer coisa no alimento que não pertence a ele. Pode ser  contaminação física (cabelo), química (detergente) ou biológica (ser vivo, microrganismos)

Bactérias
Microrganismos, alguns até saudáveis, como a levedura (pães e massas) e lactobacilo vivo (flora intestinal). São benéficas, como as deteriorantes, que transformam os lixos em adubos (pão embolorado, que se ingerido, no máximo causa irritação intestinal). Outro exemplo de bactéria  do “bem” são alguns tipos de fungo (queijo gorgonzola).

Existem as espécies patogênicas, que não causam sinais nos alimentos, não azedam ou emboloram. São imperceptíveis. Porém, causam doenças. São transmitidas através da água, terra, animais, pessoas e alimentos sem higienização adequada. Por isso: muito cuidado com a higiene! Lavar as mãos, prender o cabelo, lavar minuciosamente os alimentos, colocar de molho as verduras com gotas de cloro diluída em água, desinfetar a cozinha e seus utensílios com água sanitária e orientar bem a quem te ajuda a manipular os alimentos em casa. 

A bactéria precisa de água, alimento e temperatura para o seu desenvolvimento, que acontece a cada 20 minutos e de forma intensa. Elas não gostam de acidez, por isso a indústria faz uso como conservantes (enlatados). Salmonela é um exemplo de bactéria patológica, possível nos ovos, que precisam ser sempre bem lavados, refrigerados e evitado o consumo cru. A alta temperatura elimina o risco de contaminação. E, o Botulismo é outra doença provocada por bactérias patológicas, que são encontradas em picles, ervilha e palmito. Recomenda-se ferver o alimento antes do consumo.

É bom saber
Os alimentos mais secos são de baixo risco de contaminação. 
Calor mata a bactéria. Mas, pode voltar a proliferar se tiver umidade, alimento e temperatura ambiente. 
Frio, sal e açúcar inativam a bactéria, são ambientes desfavoráveis (compotas, geleias, bacalhau, carne seca, defumados).
As pessoas mais expostas são os idosos, grávidas e crianças.



Escrito por Adriana Iász às 00h18
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2ª Parte: Dicas de cuidados na cozinha

Aqui vai a segunda parte das Dicas de Cuidados para a cozinha, que são facilmente aplicáveis no dia a dia da casa. Mas, atenção, pois também podem vir a ser negligenciados!!! 

Compras
potemelPreste atenção nas marcas, escolha as mais confiáveis.
Todos os produtos precisam ter na embalagem o registro do Serviço de Inspeção Estadual e Federal (SIP ou SIF). Trata-se de um "carimbo" de inspeção ou fiscalização de garante a qualidade do produto. Há municípios que tem o específico, o SIM.
No mercado, faça uso dos saquinhos dos setores de frutas e verduras para armazenamento do alimento, inclusive ascarnes. Evite a sacolinha plástica convencional que não são adequada (higiene duvidosa).

Latas
Evite as que estiverem estufadas ou enferrujadas, podem estar contaminadas por bactérias. 
A amassada danifica o esmalte de proteção interna, o que aumenta o risco de contaminação química.

Devem sempre ser bem lavadas. No armazenamento, pode acontecer de passar animais como baratas, ratos e outros, com risco de perigosas contaminações.

Congelados
Não congelar alimentos que já foram descongelados. Expõe à contaminações e perdas de poder nutritivo.
Alguns congelados estendem o prazo de consumo além da data de validade, mas com critério de uso.
Couve congelada em cubinhos de gelo pode ser usada no preparo do feijão, pois não perde todo o poder nutritive.
Alimentos a base de amido (maisena) ou creme de leite não podem ser congelados, pois perdem suas características (consistência). 

Geladeira
Na parte mais baixa tem a temperatura mais alta, adequado para legumes, frutas e verduras Já os alimentos mais perecíveis e de origem animal recomendasse armazena-los nos compartimentos superiores da geladeira. 
Recomenda-se lavar todos os itens antes de guarda-los.

Esponja e pano de pia
Lavar todos os dias, e colocar de molho na água sanitária (cloro) diluída em água (cuidado, porque pode corroer o mármore. Já o granito e inox suportam bem), por pelo menos 15 minutos. Há quem deixe por toda noite. Também podem ser desinfetados aquecidos no micro ondas.

Pano de prato
Evite-os, pois são focos de alta proliferação bacteriana. O ideal é deixar as louças secarem naturalmente no escorredor. 

Luva
Descartáveis, sempre! Mas, nem sempre é a melhor medida de higienização. Bom mesmo é manter as mãos bem lavadas e unhas cortadas.

Atenção
Ovos precisam ser refrigerados.

Não se lava carnes. Mas, frango, peixe e porco sim.
Amaciantes naturais de carne crua: mamão e abacaxi (por breve instantes, um pouco antes de grelhar).
Na dispensa: a data de validade que está para vencer é o produto que sai primeiro.
Não tossir, coçar o nariz ou cabeça, espirrar próximo ou assoprar o alimento, pois causam contaminação cruzada.
Utensílios de limpeza devem ser armazenados fora da cozinha. E os de cozinha devem ser de uso exclusivo: pano de chão e bucha. 
O lixo da pia deve ser mantido sempre limpo.

 



Escrito por Adriana Iász às 00h11
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São Paulo ganha o Verde

Brasileiros vão às ruas, e os paulistanos ganham a Rua Verde Amauri 2013, um dos pontos gastronômicos mais charmosos de São Paulo.

logoNo mês do Meio Ambiente, paulistanos vestem o verde e vão à uma das ruas mais charmosas e saborosas de São Paulo. Desta vez não foram para protestar, mas, para participar da 2ª edição do evento Rua Verde Amauri, que ofereceu ações sustentáveis e ampla programação gastronômica, cultural e de lazer, gratuita, a todas as 7 mil pessoas que passaram por ali.

O evento ao ar livre, inspirado em outros que já acontecem mundo afora, como o Nature Capitale, realizado na França, promove boa gastronômia e lazer para toda a família, valoriza a alimententação saudável, e tem a sustentabilidade como ação de cidadania. O projeto, em todas as suas áreas, utiliza materiais ecologicamente corretos, traz o verde para as ruas da capital, e ainda, tem a neutralização de carbono.

Tudo aconteceu na Rua Amauri, no elegante bairro Jardins, com a via fechada, entre a Av. Brigadeiro Faria Lima e a Av. Nove de Julho, no dia 16, das12h às 20h --trânsito em torno do evento organizado pela CET. No lugar de carros, uma passarela verde feita com material PET reciclável, “praças” e arranjos, no percurso, planejado pelo decorador e paisagista, Rudi Aguiar, da Rubens Decorações, compondo o ambiente agradável, organizado e seguro.

Atividades para todos                                                                                                                                                                           

A programação é intensa! São 12 Estações de Atividades que agradaram todas as idades e gostos: 

- Estação de Beleza Risqué: esmaltação gratuita e coleta de esmaltes vazios;

- Estação dos Chefs: preparo e criação de pratos dos restaurantes;                                                                                                            

- Estação Velocidade 4G Claro: descarte de bateria e celulares em desuso;

- Para as crianças, Estação Artes Disney: desenhos de fadas e canetas coloridas, Estação Circo: malabares, palhaços, pernas de pau e mágicos. 

- Estação Embrase: campo de mini golf;

- Estação DJ: Rádio Bandeirantes e Rádio News, música boa, entrevistas com personalidades, ao vivo, direto do estúdio montado no local.

- Estação AME Jardins, promovida pela C&C: aulas de jardinagem;

- Estação Degustação Azeite Cardeal, Estação Verde, Musical-Jazz, Estação Circo, Estação Musical MPB,

Entre a ampla programação, os restaurantes da rua, Trindade, Forneria San Paolo, Dressing e Ecco, e as lanchonetes Yellow Giraffe e Lanchonete da Cidade, prepararam promoções especiais para a ocasião.


Clima descontraído e elegante

Entre tantas personalidades, Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente de São Paulo, participou da abertura. Assim como, Rafael Cortez, jornalista e humorista, que visitou a rua e esteve com João Doria Jr., idealizador do evento.

A Rua Verde Amauri é promovida pelo Grupo Doria, tem patrocínio da Chandon, recebe apoio institucional da Amera, Ame Jardins, Prefeitura de São Paulo e SPTuris. “O evento Rua Verde Amauri é a oportunidade dos paulistas e paulistanos aproveitarem do que existe de melhor em São Paulo, uma rua charmosa, um lugar para se estar e se apaixonar”, garante Paulo Iász de Morais, presidente da Associação dos Moradores e Empresários da Rua Amauri (Amera). 

Os organizadores já fazem planos para a próxima edição do evento, que está consolidado no calendário de São Paulo.


Confira como foi

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Decoração sustentável e aconchegante por toda a via fechada. Estações que promovem lazer para a família toda. Passeios de carros de golf pela rua. Programação com shows durante todo o evento. 


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Abertura da Rua Verde Amauri 2013. Participacão de Bruno Covas, Secretário do Meio Ambiente de São Paulo, ao lado do idealizador do evento, João Doria Jr.. O empresário aproveita o evento junto com o jornalista e humorista, Rafael Cortez. O filho do cantor Roberto Carlos, Dudu Braga; ao lado de Márcia Morais e Paulo Morais, presidente da Amera. O apresentador e jornalista Márcio Moraes, e Flávia Bravo, do programa Cia.de Viagem; a colunista social, Dudu Pacheco; e Paulo Morais. Márcia Morais; Chef do restaurante Trindade, Lola Vinagre; a Diretora do LIDE Bahia, Paula Albuquerque; e a dermatologista Lígia Kogos.


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Estações de Beleza e Chefs. Clima de muita alegria e descontração. Excelente oportunidade para aproveitar os agradáveis restaurantes da rua Amauri. Diversão garantida para as crianças. Até à noite estava impecável. 


(Fotos: Márcia Guerra e Divulgação) 



Escrito por Adriana Iász às 18h33
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Arraiar com dupla comemoração - Resultados

A Festa Junina aconteceu, muitos passinhos graciosos bailaram, brincadeiras caipiras divertiram pais, filhos, avós e tios, nesta confraternização familiar que representa um dos momentos da nossa cultura mais saborosos.  

 

Junto, chegou a hora de quantificar os resultados da Campanha Gente Pequena abraçada pelos pais e crianças da escola que foram convidados a participar.  Foi um sucesso!!! 

 

Por algum tempo, a Associação Maria Helen Drexel terá a um reforço na dispensa com produtos de limpeza, alimentos e itens de higiene para crianças (muitos pacotes de fralda, entre outros). Sem falar nas roupas de excelente qualidade que serão facilmente revertidas em dinheiro através da promoção de vendas nos bazares promovidos por eles. O que beneficia a obra e a comunidade, já que o cidadão tem a oportunidade de escolher e comprar roupas boas, dentro do valor que é viável em seu orçamento mensal.

 

Números serão acrescentados aqui na semana que vem, quando finalizarmos a estimativa de tudo que foi enviado.

 

Saiba mais: Associação Maria Helen Drexel - Tel.: (11) 3628-1891 - voluntariado@helendrexel.org.br  /  www.helendrexel.org.br

 

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Escrito por Adriana Iász às 13h46
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Inspiração para todo o ano

O mês de São João inicia e junto, as escolas preparam suas turmas para uma das festas brasileiras mais divertida, alegre e saborosa do país. O sanfoneiro anima o arraial, o aroma do vinho quente e quentão se espalha pelo salão. Pipoca, paçoca, pé de moleque, milho verde e tantos outros sabores são atrações. A quadrilha reúne caipirinhas de carinha pintada, bochecha rosada, tranças, bigodes, camisas e vestidos xadrez. Muito gingado na hora de pular a fogueira, correr quando a ponte cair ou para fugir da cobra. Sem sombra de dúvida é uma época muito gostosa.

 

E mais significante ainda, se paralelo a tudo isso, for possível somar esforços com pessoas que trabalham arduamente e de forma missionária o ano todo para garantir que o futuro de algumas crianças seja melhor do que o destino vem armando para elas. Vou explicar melhor!

 

Iniciativa do bem

centrodelazerNa escola que o meu filho estuda, a Direção promove ação social que envolve pais e alunos, paralelo a organização da Festa Junina. Trata-se da campanha Solidária Gente Pequena, que tem como propósito: doação de agasalhos, coleta de alimentos não perecíveis, donativos em dinheiro e trabalho voluntário. Tudo isso com a participação da criança, dos pais, da Direção e da Instituição Social, de forma integrada!

A favorecida é a Associação Maria Helen Drexel (
www.helendrexel.org.br), fundada há 40 anos pelo Padre João Drexel OMI e um grupo de casal, que acreditam no “Hoje como a Semente do Amanhã”. A partir de muito trabalho, alegrias e desafios, atualmente, são quase 50 crianças e adolescentes, encaminhadas pela Vara da Infância e da Juventude, que por maus tratos (vítimas de agressões, abusos ou incapacidade dos pais) precisam ser protegidas.

São cinco casas, com até 10 crianças em cada uma, sob os cuidados de uma Mãe Social e uma Assistente, em tempo integral. A associação conta com uma Diretora e parceiros que lutam para cumprir com as metas de todos os meses. O tempo máximo de permanência de cada criança é de dois anos, período de avaliação de retorno a família biológica. Passando disso, elas são encaminhadas para adoção.

Com tudo isso, a Festa Junina da escola do meu filho, terá dupla comemoração: valorização cultural e sucesso de uma campanha que beneficiará muitas outras crianças. Sem falar nos valores e princípios que são despertados e solidificados a partir da iniciativa. Solidariedade e ação social fazem sim toda a diferença. 


A mão na massa

A partir desta oportunidade, a mãe Flávia Monzillo, nutricionista, teve a iniciativa de oferecer avaliação e orientação em relação à qualidade do desenvolvimento e nutrição de cada criança. Eu tive a sorte de poder acompanhá-la e ver de perto o trabalho realizado na Associação e da profissional de saúde.

 

A minha tarefa era anotar os números e observar o trabalho ali realizado. Porém, com este simples momento, pude constatar inúmeras dificuldades ali enfrentadas a cada mês. Não são só de alegrias e gracejos que vivem estas pessoas.

 

Além das cinco refeições diárias, cuidados com a higiene pessoal, roupas e educação, na rotina das crianças, inclui a freqüência escolar e atividades extracurriculares, qno Espaço de Cultura e Lazer. “É importante mantê-las em dinâmicas educativas, para evitar muito tempo ocioso”, afirma Angélica Brandalise, Coordenadora de Voluntários. “Conseguimos, através de doações, organizar todos os quartos com cores claras e confortáveis, para se sentirem acolhidos”, conta com pesar após uma crise de disciplina de um dos garotos, que quebrou várias coisas do dormitório masculino.

Não basta alimentar, vestir, levar à escolar. O trabalho vai muito além. Quem tem filho sabe: birra, desobediência, testar a paciência, tudo isso fazem parte do processo de crescimento de um indivíduo. Mas, naquele quadro, soma-se os conflitos emocionais, as angústias, as tristezas dos menores, e as limitações e zelos que os educadores precisam ter para lidar diante das crises. O dia a dia definitivamente não é simples. Por isso, quanto mais apoio, seja ele financeiro ou educativo, melhor! Em benefício de uma sociedade mais justa e equilibrada.

Exemplo a ser seguido

nutriciunistaCom agilidade e cuidado, Flávia Monzillo montou seu “consultório” em uma das salas de atividades no Espaço de Cultura e Lazer. As crianças e adolescentes ora uma a uma, ora em grupinho, entravam curiosas e preparavam-se para a avaliação.  Enquanto media a altura e o peso, a nutricionista conversava sobre as preferências nos cardápios de cada criança, falava sobre a importância de se alimentar bem, o quanto leite, ovo, carne e frango ajudam no crescimento.

Quando era um adolescente, ela o cativava com linguagem respeitosa, perguntava os assuntos de interesse dele, o esporte preferido, e orientava como melhorar seu desempenho a partir das refeições adequadas. “Sabia que se você tomar um copo de leite ou comer uma fruta antes do treino, vai render mais?”, incentiva Flávia.

 

Depois ela conheceu a cozinha, a estrutura para armazenamento dos alimentos, conversou sobre os ingredientes e a forma que a Associação os adquire. Eu acompanhei e vi a idoneidade, a seriedade, a nobreza e necessidade do trabalho ali executado. “Não temos convênio com a Prefeitura de São Paulo. Tememos a alta rotatividade dos funcionários, achamos importante o vínculo que as Mães Sociais e Assistentes estabelecem com as crianças e adolescentes. Tudo o que fazemos aqui é a partir de ações isoladas, doações e parceiros”, conta Angélica.

Siga em frente
Sentiu-se
motivado a fazer algo junto com estas pessoas que dedicam as vidas por uma sociedade mais saudável?  Quer de alguma maneira contribuir? Não pense duas vezes! Siga em frente!

A Associação Maria Helen Drexel precisa de cuidados de médicos neurologista, fonoaudióloga e psicóloga. Mas, há inúmeras possibilidades de se envolver e colaborar com este trabalho.

Associação Maria Helen Drexel
www.helendrexel.org.br
Tel.: (11) 3628-1891

 

(Fotos: Por Adriana Iász - Acima: Área de recreação no Espaço de Cultura e Lazer da Associação Maria Helen Drexel.  Abaixo: Nutricionista, Flávia Monzillo, pesa e mede as crianças e adolescentes, enquanto passa orientações. A Coordenadora de Voluntários, Angélica Brandalise, acompanha).

 

 

 

 

 

   



Escrito por Adriana Iász às 11h13
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Meio bebê, meio menino!!!

blogselvagenzinhoEu sou mãe de dois meninos: um acaba de completar 06 anos e o outro logo faz 3 anos. Ou seja, faz quase sete anos que venho experimentando emoções e descobertas que nunca poderia imaginar existir. Sem sombra de dúvida, a constituição de uma família ou o fato de conceber uma vida é um divisor de águas na vida de qualquer pessoa – eu diria casal, mas, mesmo que a criança venha dentro de uma estrutura familiar fora dos padrões, continua a ser uma transformação radical na vida de quem recebe este novo indivíduo. Bom, pelo menos é o que se espera!

 

A cada passo

Nos primeiros meses são as mamadas, as noites interrompidas, as inúmeras trocas de fraldas, e... O esboço do sorrizinho desabrochando que te faz acreditar que o bebê está te reconhecendo (para contrariar o que os pediatras dizem, quando afirmam que os bebês de poucos meses ainda não enxergam com nitidez), o soninho tranqüilo que acalma a casa toda, a farra nos banhos quando as perninhas e bracinhos se debatem na água, o desenvolver e o ganho de peso a cada semana.

 

Quando passa o primeiro ano, geralmente, vêm os primeiros passos, as primeiras palavras, as primeiras gripes, os primeiros amiguinhos, as primeiras refeições mais elaboradas, o primeiro chocolate, e toda a emoção vivida em uma primeira vez de qualquer coisa, que é revivida pelos pais ou por quem acompanha o olhar da criança. É realmente emocionante. Nunca vou esquecer o que senti quando os meninos deram os teus primeiros passinhos cambaleantes e corajosos!!!

 

E, então vem o desafio do convívio social: a escola, a praça, a família, os amigos! É uma farra ver o jeito que se olham e quando ainda nem sabem falar com clareza, engatam uma “conversa” entre eles e de alguma maneira se fazem entender... Nem que um empurrão ou um berreiro avise que: “Chega, o meu brinquedo NÃO!!!”... E, toca, mãe, pai, tia, avó, quem tiver por perto correr e intermediar a situação.

 

Pequeno selvagem em ação

Eu, aqui em casa, no meu ponto de vista, encontro-me na fase mais desafiadora: 2 a 3 anos de vida. Vixxxxiiiii... Aquele pequeninho, meio bebê, meio menininho, é determinado a escolher tuas roupas todas as manhãs. De preferência, são sempre as mesmas blusas favoritas com os mesmos shorts... Faça sol, chuva ou até NEVE!!! Caso, disfarçadamente, haja a tentativa da minha parte de colocar uma produção diferente, eu tenho que estar disposta a “brigar”, porque o pequeno é determinado.

 

Nesta fase também, que agora ele é “independente” e vai ao banheiro na hora que deseja, é muito comum vê-lo tirando as calças onde estiver, no meio da sala, no quintal, na cozinha, e então ouvi-lo avisar: “vou ao banheiro!”... Já passei vergonha em algumas situações com esta atitude naturista do meu pequeno. Claro que explicamos que precisa chegar primeiro ao banheiro para então tirar a roupa, mas ainda não incorporou a ordem dos fatos. A sorte que o primeiro filho já me mostrou que uma hora ele aprende.

 

Outro desafio: aquele bebê menininho fofo, engraçadinho, que nos leva a gargalhadas com as tuas descobertas e jeitinho engraçado de dizer as coisas, de repente rola no chão de tanto chorar e espernear. Nossa!!! Quem ouve e não vê a cena, pensa que ele está sendo espancado. Não tem meio de fazê-lo parar, se não esperar e com muitaaaaa paciência tentar acalmá-lo. O que não é nada fácil!

 

blogThomGuerreiro em treinamento
Este
pequeno, cheio de atitude, confiança e energia, desbrava o mundo vorazmente. Explora cada detalhe dos teus brinquedos, encaixa um no outro, coloca uma pecinha sobre a outra. É encantador observá-lo brincar e, ainda, se deliciar com a imaginação tão criativa entre carrinhos e cavalos de borracha. Mas, o bom mesmo para ele, são os brinquedos do irmão mais velho. Já tive que fazer várias arrumações na forma de organizar os brinquedos do maior, para que não houvesse o risco do pequeno perder ou quebrar algumas peças. Afinal, precisamos ensinar a respeitar o espaço de cada um... Chega a ser cômica esta máxima. Os dois acabam aprendendo a brincar juntos, superando até a fase motora do pequeno que se apressa a se desenvolver para poder acompanhar o tão admirado irmão mais velho.

 

O meu pequeno “coleiro” está acabando com as minhas costas, mas me abastecendo de tanto amor, tantas alegrias, tantos sonhos. A força para lidar com todas as intempéries e o desafio que é educar nesta fase vem dele mesmo, através de cada sorriso, afago, cochilo. É o nosso selvagenzinho aprendendo a viver em sociedade. Que Deus nos dê o discernimento para orientá-lo da maneira mais adequada.   

 

 

 

 

 

(Minha querida sobrinha Valentina Morais me sugeriu colocar subtítulos entre os parágrafos. Achei a observação muito pertinente e, a atitude de coragem e confiança. Vavá, parabéns, nunca se intimide em colocar as tuas ideias que colaboram para melhorar algo. Da forma como o faz, respeitosa e educada, você alcançará grandes sucessos e levará contigo muitos ao crescimento. Um beijo da tia que te ama muito, Adri  --  Fotos: Acima - Arquivo de família, Campos do Jordão/SP. Abaixo: Fernanda Barbieri)            



Escrito por Adriana Iász às 00h00
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O bom de celebrar a vida

blogcelebrarO meu primogênito acaba de completar seis anos. O meu marido e eu somos de famílias que gostam de festejar. Ele, filho de descendentes de libanesa e de espanhol, cresceu vendo a casa cheia nos dias de aniversário de cada um da sua grande família. Os parentes e amigos não precisavam nem ser convidados, chegava o dia de alguém, lá estavam eles todos reunidos para comemorar. E a festa começava cedo, dias antes: uma tia fazia o arroz marroquino, um tio as esfirras, a mãe fazia o brigadeirão, bolo, e por aí vai. A mesa sempre farta e colorida. Detalhe: a família é enorme!!!

 

Na minha casa a mesma coisa. Filha de descendente de húngara e de português, não havia uma data que passava em branco, e durante o ano todo. Festa junina, aniversários, Natais, Dia das Crianças e o que mais a criatividade podia proporcionar como motivo para reunir as pessoas. Mesma coisa: casa cheia, dias antes de preparação, e muita alegria na hora “H”. A minha mãe, de modo particular, adora ousar nas festas, ela diz que o fator surpresa cria um impacto e torna o momento ainda mais especial. Então ela inventava tema para as festas e toca todo mundo vir fantasiado: ora dos anos 60, ora de celebridades. Ou, montava um cenário de “estação de rádio” no meio da sala e os primos bancavam os DJs. Ou, no meio da festa aparecia um “artista” para fazer um show, que poderia ser um tio, um primo... E assim crescemos, o meu marido e eu, celebrando a vida.

 

Hoje, que constituímos a nossa família e estamos vendo os meninos a crescer, entendemos melhor a importância de se celebrar a vida e mostrar desde cedo o valor imensurável que são aqueles que fazem parte da família, os amigos e parentes. Compartilhar momentos de alegria, comemorar a vida, despertam sentimentos preciosos no caminhar da vida. Fortalece e aproxima ainda mais as pessoas, sejam numa elaborada festa ou numa descontraída pizzada na cozinha de casa. O fato é que conviver e compartilhar a alegria nos reabastece de força e ânimo para seguir em frente firme e cheio de propósitos na etapa que vem a seguir.

 

A alegria de estar ao lado de quem está sempre junto no dia a dia, rever aquele que mora longe ou é muito ocupado, o fato é que dividir alegrias é muito melhor do que vivê-las sozinho. Alegrar a quem faz parte da sua vida, torna o seu momento feliz ainda melhor e mais genuíno. É como um momento para expressar a gratidão por poder ter um amigo, uma amiga, parentes e familiares tão queridos.

 

Sem falar no aspecto econômico da situação: a moeda circula!!! Numa pizzada: é o dono do fornecedor da comida, é o entregador, são as bebidas. Num Happy Hour entre amigos é o empresário do bar. E, no caso de uma festa um pouco mais elaborada, são os enfeites que vem de uma loja, a confeiteira que faz os bolos e docinhos, os brinquedos ou profissionais que entretém os convidados. Ou seja, é um ciclo do bem que se estabelece a partir de cada comemoração.

 

Celebrar a vida é se dar a chance de compartilhar a alegria de se estar vivo, ao lado daqueles que fazem parte da sua caminhada. Só faz bem: para alma, para a saúde e até para a economia do país (rs).

 

 

 

(Foto: Fernanda Barbieri - Detalhe de festa em família)

 

    



Escrito por Adriana Iász às 10h35
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Brinquedo é bom, mas misturar é melhor ainda!

meninosfantasiadosBom mesmo é misturar tudo e dar asas à imaginação. Crianças são criaturinhas sábias demais e que, no fim, tem muito a nos mostrar e ensinar sobre a vida. Muitas vezes, encontro-me navegando pela internet, lendo revistas ou em lojas mesmo, a examinar e pesquisar quais são os brinquedos adequados para os meninos aqui de casa. Observo a idade indicada, se estimula a criatividade, se é capaz de entreter ou motivar um pequenino por algum tempo, se é perigoso para a criança ou amigos, se é educativo ou politicamente correto, e por aí vai... Sem falar na qualidade: se vai durar ou quebrar rápido.

 

Realmente, as escolhas dos brinquedos adequados viraram missão árdua para qualquer um, considerando a quantidade de opções que existe nas lojas e o primor nos detalhes, cores e tecnologia. Até para nós, adultos, é encantador o mercado de brinquedos infantis. Eu, quando vou a uma loja de brinquedos, muitas vezes me distraio e me perco no tempo, admirando bonequinhas tão perfeitas, animais miniaturas com seus assessórios tão charmosos, blocos de montar capazes de formar verdadeiros palácios, quadriciclos elétricos modernos, bikes com amortecedores e acabamentos como de uma moto, e tantas novidades incrivelmente atraentes.

 

Mas, é interessante o olhar seletivo de uma criança. Ela passa por fases e apresenta desde cedo as tuas preferências. Os meninos aqui, embora sejam extremamente semelhantes e recebam estímulos parecidos, possuem escolhas bastante distintas: um adora carrinhos –de todas as cores e tamanho--, dinossauros e tubarão; o outro, bola, bloco de montar de uma marca internacional (caríssima!!!... Ok, até tem alguns itens mais acessíveis, mas a maioria exige investimento razoável) e ARMAS!!! Nossa, o meu pequeno circula a loja inteirinha, mas logo ele está entre as gôndolas dos lançadores (nome que a indústria do brinquedo dá a esta categoria). E, então, ele fica de olho nos modelos, nos tamanhos, na “munição”, no quanto se parece com as reais, e todos os detalhes que a tua cabecinha criativa puder apreciar.

 

Está certo! Eu concordo que não é politicamente correto dar a uma criança arminhas, ainda que sejam pistolas de água ou de dardos esponjosos que grudam no vidro ou na parede. Mas, não creio ser de todo um mal. Inevitavelmente a criança fantasia ser um policial que prende ladrão ou um caçador que acaba com as feras. E, para tal, ele precisa incorporar o personagem. O meu filho que é louco por armas, chegou um momento que pegava as tuas inúmeras peças de montar e encaixava meticulosamente uma na outra, até que chegasse ao formato de uma pistola, que na cabecinha dele, era a mais poderosa, que lançava laser e perfurava paredes. Veja bem: ninguém ensinou ou estimulou isso, simplesmente as ideias brotam e ele as elabora.

 

Na realidade, esta decisão de dar ou não brinquedos que remetem a armas é muito polêmica e controversa. E não é o foco deste texto. O que eu mais admiro, na verdade, é a capacidade da criança elaborar e vivenciar a imaginação fazendo uso dos brinquedos a tua volta, nem que para isso ela misture tudo: cole a lanterna na espada com fita adesiva, vista a capa da fantasia de cavaleiro, coloque o cinto de cowboy para encaixar a espada, e ainda faça uso de um capacete de polícia para incrementar a sua vivência.

 

meninospescandoOutro dia, um dos primos dos meus filhos veio passar o dia aqui em casa. Enquanto o meu marido andava de bicicleta com o menor, os dois brincavam. E eu, entretida nos afazeres domésticos, escutava e me divertia com a verdade que criavam as brincadeiras: “Filho, agora nós vamos pescar!”, dizia o meu filho para o primo um ano mais velho que ele. “Certo pai, vamos pegar as nossas varas e trazer peixes para o jantar!”. E saiam munidos: um com uma vara de pescar de verdade e o outro com um pedaço de varão de cortina, com uma fita de cetim amarrada na ponta, um anzol de borracha presenteado pelo avô e um balde cheio de água, para guardar os inúmeros “peixes” que iam tirar da piscina. E ali ficaram por um bom tempo, tão entretidos, que um chegava até a assobiar, enquanto o outro contava os “peixes” teimando que queria vender. E assim foi durante todo o dia: ora pescadores, ora doutores empresários que gerenciavam craques do futebol e então jogadores de futebol, ora posavam para fotos para um revista importante. Mas, sempre tendo os brinquedos como cenário da imaginação, como pano de fundo para a “verdade” deles, e tudo misturado.

 

A vida também nos exige esta postura: fazer uso das inúmeras emoções, desafios e intempéries do dia a dia para compor a forma como lidamos e enfrentamos as mais diversas situações das nossas rotinas. Que o modo de levar a vida das crianças nos sirva de lição e inspiração.


 

 

(Fotos: Arquivo pessoal - Meus meninos paramentados incorporando personagens da imaginação e os pescadores da piscina)



Escrito por Adriana Iász às 01h59
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